segunda-feira, 29 de abril de 2013

Aquele Sobre Ser Professora

Para ser um professor é preciso paciência, dedicação e muito carinho e atenção a necessidade de seus alunos.

Se você for capaz de se conectar a eles, se importar também com seus problemas pessoais e levar a aula com leveza e dinâmica eles irão retribuir todo o seu esforço e tratar você como alguém realmente importante na vida deles.

E acredito que não exista melhor recompensa do que isso, saber que você inspira as pessoas e que tem sua admiração. E se isso não bastar, sempre que você tiver qualquer problema pessoal, que deve ser deixado fora da sala de aula, não será nenhuma tarefa difícil.

Não só você deixará ele de fora da sala de aula como depois da aula nem se lembrará o que estava te incomodando mais cedo. Pra quem diz que é diz que é extremamente difícil lidar com crianças e adolescentes eu digo que não é, se trata apenas de saber lidar com as pessoas e dar a elas o que elas querem, conseguindo também que façam o que você precisa.

É uma troca, em que ficam boas amizades e grandes lições.

Sinto saudades de todos vocês.


domingo, 28 de abril de 2013

Aquele Sobre A Saudade

Achou que ia ver um texto bonitinho cheio de sentimentos? Ou depressivo, talvez cult. Só que não... só estava com saudades de Spice Girls. Me deixa.


Apenas cantava essa porra toda errada quando era criança. Ainda canto. Who cares?

Aquele Sobre A Conversa de Madrugada




Well... judge me.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Aquele Sobre Seguir O Coração

Quando você é criança vive cheio de pessoas ao seu redor te dizendo como viver, como fazer isso ou aquilo. Afinal você ainda não sabe como são as coisas, não sabe qual será o resultado de enfiar um objeto metálico na tomada, ou correr pela casa quando seus pais dizem pra não correr. Mas é o velho clichê, as quedas são necessárias para o aprendizado.

Quando somos adolescentes e começamos pouco a pouco a fazermos as coisas por conta própria ainda temos nossos pais pra nos dizer como devemos fazer as coisas e, o que talvez pode ser pior, temos nossos amigos(as).

Claro que muitas vezes recebemos conselhos valiosos que nos ajudam a evitar erros que poderiam nos magoar muito.

E ai vem o ponto onde quero chegar, tanta proteção a vida toda as vezes faz com que no futuro você não saiba como agir por conta própria. Ótimo, naquele momento você evitou uma enorme decepção, mas talvez tenha perdido uma lição valiosa que poderia te ajudar futuramente a lidar com outros problemas.

Não estou dizendo que o carinho que recebemos durante a vida, o cuidado que outras pessoas tem com você seja algo ruim, pelo contrário, é ótimo saber que temos pessoas que se importam. Mas pode ser que toda essa proteção te deixe paralisado diante de outros acontecimentos, ou simplesmente agindo no modo automático, tendo atitudes programadas que as pessoas disseram um dia pra você que seriam adequadas numa situação x. Bom, as situações as vezes podem ter certas similaridades e as vezes confundem e você acha que são a mesma coisa. Mas não são. As variáveis envolvidas são outras, você é outra pessoa, tudo é diferente, embora alguns pequenos detalhes possam lembrar outra coisa que você ou outra pessoa viveu.

Aprendemos a calar nossas verdadeiras vontades, nosso modo de agir, porque as pessoas podem não entender, podemos não ser aceitos e isso pode doer e muito. Bom, a vida não é perfeita, você não é perfeito e a outra pessoa também não. Então porque tentar forjar uma perfeição que não existe? Porque não mostrar o que você é? Porque agir de acordo com o esperado, com o que foi programado no seu cérebro por outras pessoas, outras situações?

Seja você, sempre. As dores fazem parte da vida e não há como evitá-las para sempre, então não é muito melhor viver a vida plenamente, sabendo que deu o máximo de si e se mostrou por completo e que se não foi aceito, é porque não era pra ser? Ai fora tem alguém que vai te aceitar como você é, contanto que você também se aceite e seja capaz de mostrar o que é.


I don't wanna sing along anymore.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Aquele Sobre Voltar a Falar Com Meninos

Tenho voltado a conversar mais. Especialmente com meninos.

Senti falta dessas conversas com meninos. Das piadas bem contadas que arrancam risadas de todo mundo pelo alto tom de sarcasmo na voz do menino que conta. De se sentar numa mesa de um refeitório que frequentei durante um período importante da minha vida e que quando voltei não me fez tão bem assim, mas agora eu adoro, porque a conversa é leve, simples, sobre assuntos bobos. Nada intelectual ou cansativo. Só aquelas besteiras que os meninos adoram falar.

Gosto de ouvir eles contando sobre seus problemas pessoais e de ver como se divertem com isso mesmo assim e levam as coisas com simplicidade. Aquelas histórias do dia a dia, vividas no metrô, no trabalho, no ônibus, no trem ou em casa. Com os amigos, com as namoradas, com o pessoal da faculdade mesmo.

Ah como eu senti falta disso.

E aos outros meninos que fizeram parte da minha vida na outra faculdade, sinto muita saudade de vocês e dos passeios depois da aula no Sonda. Das horas no posto ao lado da faculdade, tomando cerveja e falando sobre banalidades. Sinto falta de vocês.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Aquele Sobre A Valorização

Durante anos as pessoas me convenceram de que eu não merecia muito. Bom, me convenceram não, eu deixei que elas agissem assim comigo.

Eu não parei e disse a elas que eu merecia mais, muito mais do que aquilo que elas me ofereciam. E se elas não podiam me dar então eu deveria buscar alguém que pudesse me dar tudo aquilo.

Claro que quando você se rebaixa até as pessoas que sempre te deram tudo que você merecia passam a te dar menos. Porque? Porque os seus padrões baixaram. Seus padrões sobre você mesmo.

Como a pessoa pode dar todo aquele respeito que ela te dava se você não respeita a si mesmo?

Hoje uma pessoa me disse algo, uma pessoa que nem ao menos me conhece, que provavelmente eu já ouvi muitas vezes por ai, mas pela forma como ela disse, toda a situação envolvida foi como se muitas coisas que fiz passassem diante dos meus olhos e eu me desse conta do quanto venho baixando meus padrões sobre mim. Finalmente aquelas palavras chegaram até mim. De verdade.

Uma vez eu disse isso aqui, que não é preciso anunciar as mudanças, é preciso vivê-las verdadeiramente. Sentir que você se torna a cada dia uma pessoa melhor e que sim, você merece tudo de melhor na vida e que não, você não precisa implorar por algo. As coisas só são boas quando vem do fundo do coração, sem a necessidade de lembretes.

O único padrão que quero ter alto pelo resto da minha vida é o meu padrão sobre mim.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Aquele Sobre o Lonely Boy

A música tocou.

O público gritou.

Todo mundo cantou.




E eu dancei.

Realizada.

Aquele Sobre o Lollapalooza Brasil 2013

Desde 2012 a páscoa se tornou o feriado mais agitado do ano.

Este ano não foi diferente. Na verdade foi até melhor!

Não consegui ir aos três dias, como eu gostaria, mas fui no sábado e no domingo e os shows foram ótimos. Sábado assistimos ao Killers pelo Multishow. Nos arrependemos de não ir porque o show deles foi incrível, só de ouvir todo mundo cantando pela TV a vontade de estar lá aumentava. 

Sábado chegamos no horário do show do Two Door Cinema Club e tirando o calor e a lama, claro, foi incrível. Lemos vários comentários sobre a apresentação deles e realmente eles surpreenderam, tinha muita gente lá assistindo e cantando junto, jurava não teria tanta gente lá assistindo e muito menos que cantariam as músicas junto.

Saímos antes do final do TDCC pra assistir o Franz Ferdinand, ficamos na grade perto da mesa de som e eu, que sou muuuuuuito baixinha, pude ver a apresentação perfeitamente. O show foi animado e com direito ao solo de bateria com toda a banda. Ficamos até o final e corremos pro palco Cidade Jardim, já que o show do Franz Ferdinand atrasou e o show do Queens Of The Stone Age já havia começado. A esta altura, os pontos do Jockey que tinham poças de lama haviam se tornado armadilhas, já que não dava pra enxergar nada, só conseguíamos saber onde era porque geralmente haviam aqueles espaços enormes no meio do público. Alguns não se importavam e afundavam até os tornozelos na lama (eca). E então fechamos a noite com The Black Keys, que eu também jurava que poucas pessoas assistiriam e uma quantidade menor ainda cantaria as músicas. E eles surpreenderam também, já que todo mundo cantou junto boa parte das músicas, explodindo na hora em que eles cantaram Lonely Boy. Eles são bem paradões, assim como boa parte das bandas que se apresentaram no sábado, não se movimentam tanto, não conversam tanto com o público, mas mesmo assim achei um show ótimo.

Já no domingo chegamos um pouco mais cedo, andamos e esperamos na grade, perto da mesa de som do palco Butantã, o show do Kaiser Chiefs. E como valeu a pena esperar pelo show ali pra garantir um lugarzinho na grade. Acredito que foi um dos shows mais animados do festival. O vocalista conversou muito com o público, escalou a estrutura do palco e da torre próxima a mesa de som, correu, pulou, rodopiou e montou no carrinho da câmera em frente ao palco. Energia de sobra!

E tudo se repetiu no show do The Hives, toda a animação, a comunicação com o público e a movimentação no palco. Teve até direito a autografo na capa do disco que um fã levou. Vimos o Pell de pertinho no final do show. Foi sensacional. 

Teve empurra empurra, gente folgada, muita fila, cheiro ruim das poças de lama espalhadas pelo Jockey, mas valeu cada segundo.

Este ano nem comprei nada lá dentro, a cada ano que passa as coisas ficam mais caras. Paguei caro no ingresso sim, mas não pago lá dentro se puder levar algo pra comer. Ainda acho R$ 8,00 em um copo de cerveja ou um pacote de pipoca (pois é) um absurdo. 

Aquele Sobre a Prudência.

Todo mundo que está ao seu redor vai te pedir prudência. Prudência é algo importante.

É aquele medinho, o pensar duas vezes antes de tomar uma atitude no calor do momento e depois se arrepender. Mas quando o medinho se torna medão pode ser que você fique preso a uma situação que já está insustentável há muito. Um barco do qual você já deveria ter pulado.

Me encontro, neste exato momento, na prancha de um navio. Todos me dizem pra ter prudência, mas eles me pedem prudência demais com uma situação que já não vejo mais solução, que só atrasa meu progresso e com isso faz com que eu me sinta inferior.

Existem as pessoas que me motivam também, que sabem que é hora de dar um próximo passo. Me prender a situações por medo de arriscar sempre foi um hábito meu. Hoje não é mais, por mais que me digam que eu devo ter prudência, meu coração pede o risco e minha mente se junta ao coro pra me ajudar na coragem que falta toda vez que alguém me diz "você não deveria fazer isso".

Eu sou prudente, estou tentando resolver a situação de modo que eu consiga o que é meu de direito, mas se for pra me prender a uma situação insustentável pra conseguir o que é meu de direito... eu abro mão. Minha saúde física e mental valem muito mais pra mim do que isso.